Viagem internacional do casal: orçamento detalhado em 2026
João e Maria, ambos 35 anos, fizeram a conta dos últimos cinco anos e perceberam que nunca viajaram para fora do Brasil juntos. Em 2026, com o dólar próximo de R$ 5,80 e o IOF sobre cartão internacional ainda em discussão no Congresso, o casal quer transformar 12 meses de poupança em uma viagem internacional do casal que não destrua o orçamento de 2027. A boa notícia: dá pra fazer Europa por R$ 25 mil a dois e EUA por R$ 32 mil — desde que o planejamento comece um ano antes.
A regra dos 12 meses de poupança
Uma viagem internacional bem planejada não rouba dinheiro de outras metas (reserva de emergência, aposentadoria, faculdade do filho). A regra prática é simples: divida o custo estimado por 12 e separe esse valor todo mês em uma conta dedicada, fora da conta corrente do dia a dia. Para um casal mirando R$ 30 mil, são R$ 2.500 mensais.
Aplicar essa reserva em Tesouro Selic (rendendo cerca de 14,5% a.a. nominal em 2026) ou CDB de liquidez diária turbina o resultado em mais 8% a 10% no fim do período — o suficiente para pagar passeios extras ou uma noite a mais.
Orçamento detalhado por destino (10 dias, casal)
Os valores abaixo consideram câmbio de fevereiro de 2026 (R$ 5,80/USD, R$ 6,35/EUR), hospedagem 3-4 estrelas, transporte público, refeições mistas e 2 passeios pagos por dia.
- Europa (Lisboa + Madrid, 10 dias): R$ 24 mil a R$ 28 mil
- EUA (NY + Orlando, 10 dias): R$ 30 mil a R$ 36 mil
- Argentina (Bariloche + Buenos Aires, 10 dias): R$ 12 mil a R$ 16 mil
- Japão (Tóquio + Kyoto, 12 dias): R$ 38 mil a R$ 45 mil
- Tailândia + Vietnã (15 dias): R$ 28 mil a R$ 34 mil
Para qualquer destino, a divisão típica é: 35% passagens, 30% hospedagem, 20% alimentação, 10% passeios e 5% seguro/extras. Cortar nesses extras (seguro, principalmente) é a forma mais rápida de transformar uma viagem boa em pesadelo caro.
O custo invisível: cartão de crédito e IOF
Pagar tudo no cartão internacional é confortável, mas o IOF de 3,38% sobre operações cambiais com cartão (mantido em 2026) somado ao spread de 4% a 6% do banco emissor faz a viagem ficar 8% a 10% mais cara do que parece. A alternativa é levar uma carteira mista: 40% em cartão pré-pago dolarizado (compras grandes), 30% em dinheiro em espécie (gorjeta, mercado, transporte) e 30% no cartão de crédito tradicional (emergências e hotel).
O que João e Maria descobriram comprando passagem
Eles começaram a monitorar tarifas para Lisboa em janeiro e fecharam em maio, pagando R$ 4.200 cada por passagem ida e volta na classe econômica. Comparado a janeiro do ano anterior, isso representou economia de 35% — o resultado de:
- Reservar com 210 dias de antecedência
- Voar em terça/quarta-feira de manhã
- Aceitar conexão de até 6h em Madrid
- Pagar com cartão sem anuidade (sem milhas, mas com cashback de 1%)
- Usar Pix internacional para reservas em vez de cartão internacional, sempre que o site aceitava
Cenário prático: 12 meses para R$ 30 mil
Comecei a planilha em fev/2025, fechei a viagem em jan/2026 — três etapas:
1. Meses 1 a 4: aporte de R$ 2.500/mês em Tesouro Selic, sem mexer 2. Meses 5 a 8: aporte continua, começa a comparar voos diariamente 3. Meses 9 a 12: aporte continua, fecha passagens, reserva hotéis flexíveis (cancelamento grátis), compra dólar em parcelas (4 lotes de USD 800)
Total acumulado: R$ 32 mil incluindo rendimento. Sobra de R$ 2 mil que vira reforço de gastos imprevistos durante a viagem.
Como o Despezzas ajuda no planejamento
No Despezzas, dá pra criar uma meta "Viagem Europa 2026" com prazo, valor e barra de progresso. O perfil compartilhado garante que ambos contribuem e veem a meta crescer junto — sem mais "esqueci de te lembrar do depósito". A categorização automática por IA separa gastos da viagem dos gastos do dia a dia depois que vocês voltam, deixando o relatório mensal limpo.
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