despezzasdespezzas
RecursosDepoimentosPlanos
Ferramentas

Calculadora de rendimento

Calcule o rendimento de suas aplicações.

Calculadora CLT vs PJ

Compare o custo de um CLT e um PJ.

Calculadora de imposto de renda

Calcule o imposto de renda de suas aplicações.

Tabela de ICMS

Tabela de ICMS de todos os estados brasileiros.

Tabela de IRRF

Tabela de IRRF de todos os estados brasileiros.

Tabela de Salário Mínimo

Tabela de Salário Mínimo de todos os estados brasileiros.

FAQBlog
Iniciar sessão
Voltar ao blog
Investimentos

Treasuries americanos: como o brasileiro pode investir em 2026

por Equipe Despezzas02 de junho de 202311 min de leitura
Treasuries americanos: como o brasileiro pode investir em 2026

Você lê que Treasuries de 10 anos pagam ~4,3% ao ano em dólar — e a dúvida bate: faz sentido um brasileiro com Selic a 14,75% comprar título americano que rende menos? A resposta não é trivial. Em 2026, com o Real volátil, a inflação americana persistente e o ciclo de juros lá fora descolado do daqui, Treasuries voltaram à pauta de quem quer diversificar internacionalmente. Vamos entender como funciona, os riscos e os caminhos práticos.

O que são Treasuries

Treasuries (oficialmente Treasury Securities) são os títulos da dívida do governo dos Estados Unidos — equivalente aos nossos Tesouro Direto. Considerados os títulos mais seguros do mundo, eles servem de referência global para preços de outros ativos.

Existem três grandes tipos:

  • T-Bills: prazo até 1 ano — equivalente ao Tesouro Selic curto
  • T-Notes: prazo de 2 a 10 anos — meio termo
  • T-Bonds: prazo de 20 a 30 anos — longo prazo

Em 2026, T-Bills de 1 ano pagam ~4,5%, T-Notes de 10 anos ~4,3%, T-Bonds de 30 anos ~4,7%. Tudo em dólar.

Por que um brasileiro consideraria isso

Três motivos legítimos:

  • Proteção cambial: se o Real desvaloriza, sua carteira em dólar valoriza em Reais
  • Descorrelação: ciclo de juros e economia dos EUA não é o mesmo do Brasil
  • Acesso ao maior mercado do mundo com risco quase zero de crédito (rating AAA até 2023, hoje AA+)

A tese típica: usar Treasuries como reserva em dólar para parte da carteira (5% a 20%), reduzindo a dependência do cenário fiscal brasileiro.

Treasuries americanos como diversificação cambial para brasileiros
Treasuries americanos como diversificação cambial para brasileiros

O risco cambial é o ponto crítico

Se você compra Treasury rendendo 4,3% em dólar e o Real se valoriza 8% durante o ano, você perde dinheiro em Reais. Se o Real desvaloriza 10%, você ganha quase 15% em Reais (rendimento + variação cambial).

Não é uma aplicação previsível em moeda local. Treasuries fazem sentido para quem aceita oscilação cambial em troca de proteção em cenários extremos (crise fiscal, fuga de capital, eleição turbulenta).

Três caminhos para acessar Treasuries no Brasil

Em 2026 existem três formas práticas:

  • ETFs brasileiros indexados a Treasuries: cotados em Reais, negociados na B3 (ex: BIL11, IB5M11 são alguns dos disponíveis em diferentes durations)
  • Conta em corretora americana com remessa internacional: você compra Treasuries diretamente, em dólar
  • Fundos brasileiros de renda fixa global: o gestor monta a carteira lá fora, você compra cota em Reais aqui

O caminho mais simples para a maioria é via ETF brasileiro. Sem necessidade de declarar conta no exterior, sem complicação cambial direta — embora ainda exista exposição ao dólar via cota.

A tributação que muda o jogo

A tributação varia conforme o caminho:

  • ETF brasileiro de Treasuries: ganho de capital 15% (mesma regra de outros ETFs de renda fixa internacional, conforme legislação vigente)
  • Treasury direto via conta americana: declaração no Carnê-Leão, tributação conforme tabela do IR mensal
  • Fundo brasileiro internacional: come-cotas e IR pela tabela regressiva

A Lei 14.754/2023, vigente desde 2024, mudou a tributação de aplicações no exterior e fundos exclusivos. Antes de comprar, confirme a regra atual com seu contador — a área é específica e está em revisão constante.

Brasileiro acessando Treasuries americanos via ETF na B3
Brasileiro acessando Treasuries americanos via ETF na B3

Comparando com o Tesouro brasileiro

A pergunta inevitável: por que comprar Treasury a 4,3% se Tesouro Selic paga 14,5%? A resposta tem duas partes:

  • Moeda: Treasury é em dólar, Tesouro em Real. A inflação dos EUA está em ~2,8% (real ~1,5%), a brasileira em ~4,8% (real ~9,5%). Em moeda local, o Real ganha. Em moeda global, depende do câmbio
  • Diversificação: ter 100% em ativos brasileiros é concentração de país, não estratégia

A regra inteligente: começar com 10% a 15% da carteira em ativos internacionais, dolarizados, como hedge. Treasuries são uma das opções mais conservadoras desse bloco.

Quem deve evitar

Treasuries não são para todo mundo. Evite se você:

  • Tem patrimônio pequeno (menos de R$ 50 mil) — diversificar para fora pulveriza demais
  • Precisa do dinheiro em até 2 anos em Reais (risco cambial alto)
  • Não tolera ver a cota oscilar 8% em um mês por causa do dólar
  • Já está bem alocado em ações americanas via ETF (você já tem dólar)

Como o Despezzas ajuda

Carteira internacional + carteira brasileira em planilhas separadas é receita pra erro. No Despezzas você cadastra cada ETF, cada Treasury e cada conta como contas distintas, vê a alocação em moedas (Real vs. dólar via ETF) e usa a projeção para entender quanto sai em câmbio quando faz aporte. A categoria "internacional" agrega tudo.

Crie sua conta gratuita e organize sua carteira global em um só lugar. Pelo celular: Baixe para Android ou baixe para iPhone.

Despezzas

Pronto para assumir o controle do seu dinheiro?

Crie sua conta gratuita no Despezzas e organize despesas, receitas e cartões em poucos minutos — com Open Finance e categorização por IA.

Criar conta grátisBaixar para AndroidBaixar para iPhone
despezzasdespezzas

CNPJ 41.629.624/0001-50 | INSIDE TECH LTDA

RecursosDepoimentosPlanosFAQBlog

Baixar agora

Disponível no Google PlayDisponível na App Store

© 2026 | Despezzas - Todos os direitos reservados.