Tesouro Prefixado: quando vale travar a taxa em 14% a.a.
O Tesouro Prefixado divide opiniões em 2026. Com o ciclo de corte de juros começando lentamente em março, surgiu uma oportunidade rara: travar uma taxa nominal de aproximadamente 14% ao ano por anos a fio. Mas prefixado é tudo menos garantia — e entender o trade-off é essencial.
O que é o Tesouro Prefixado
Diferente do Selic (pós-fixado) e do IPCA+ (híbrido), o Prefixado fixa uma taxa nominal no momento da compra. Se você compra a 13,8% ao ano e leva até o vencimento, é exatamente isso que recebe. Nada mais, nada menos, independentemente do que acontecer com a Selic ou com a inflação.
Quando faz sentido travar a taxa
A lógica é simples: prefixado bate o pós-fixado quando os juros caem mais do que o mercado já espera. Se você acredita que a Selic vai cair além das projeções, fixar 14% por 4-5 anos pode ser um ótimo negócio.
Em contrapartida, se a Selic ficar alta por mais tempo ou se a inflação disparar, você fica preso a uma taxa que pode parecer baixa lá na frente.
Os riscos do prefixado
- Risco de marcação a mercado: vendendo antes do vencimento, o preço oscila e pode levar prejuízo
- Risco de inflação: 14% nominais com IPCA a 8% rende muito menos do que 14% com IPCA a 3%
- Risco de oportunidade: outras alternativas podem aparecer e você está travado
Como usar de forma inteligente
Uma estratégia comum é destinar uma fatia pequena do patrimônio (10% a 20%) ao prefixado em ciclos de queda de juros, e o restante em Selic (reserva) e IPCA+ (longo prazo). Diversificação é o que protege quem investe em renda fixa.
Registre cada compra como transação na categoria "Investimentos" do Despezzas e marque o prazo no nome. Assim, quando o título vencer, você sabe exatamente quando o dinheiro volta para o caixa.
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