PGBL x VGBL em 2026: qual escolher na previdência privada
Quem decide complementar o INSS com previdência privada bate de cara com a primeira escolha: PGBL ou VGBL. A sigla parece técnica, mas a decisão se resume a duas coisas: como você declara IR hoje e como pretende sacar o dinheiro lá na frente. Acertar essa parte pode valer milhares de reais em imposto economizado.
O que cada plano faz
- PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): permite deduzir do IR até 12% da renda bruta tributável anual. No resgate, o imposto incide sobre o valor total acumulado.
- VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): não permite dedução, mas no resgate o IR incide apenas sobre o rendimento — o valor aportado sai livre.
A regra prática: PGBL vale a pena se você faz declaração completa de IR e contribui para o INSS ou regime próprio. VGBL é o caminho para quem usa declaração simplificada, é isento de IR ou já bateu o limite de 12%.
Tabela regressiva: o segredo do longo prazo
Em previdência, você escolhe entre tabela progressiva (até 27,5%) e tabela regressiva. A regressiva começa em 35% e cai 5 pontos a cada 2 anos, até 10% após 10 anos. Para aposentadoria de verdade — com horizonte de 15, 20, 30 anos — a regressiva é quase sempre vencedora.
Cuidado com taxas de carregamento (idealmente zero) e taxa de administração — acima de 1,5% ao ano em plano de renda fixa simples já é caro demais.
Como o Despezzas entra no plano
Use o Despezzas para identificar quanto da sua renda sobra todo mês de forma consistente. Esse é o número que pode virar aporte mensal automático na previdência. Crie uma meta "Aposentadoria 2050" e acompanhe o progresso sem precisar abrir planilha.
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