Precificação de serviços para MEI: a fórmula que funciona
Cobrar barato é o atalho mais rápido para fechar o CNPJ. A maioria dos MEIs erra a precificação porque esquece de contar pró-labore, impostos ou simplesmente compara preço com o concorrente sem entender a própria estrutura. A boa notícia: existe uma fórmula que cabe na cabeça e funciona para serviços.
A fórmula completa
O preço final precisa cobrir cinco blocos:
- Custos fixos rateados por hora produtiva
- Custos variáveis do projeto (deslocamento, software, terceirizados)
- Pró-labore (seu salário como dono)
- Impostos e taxas (DAS, taxa de marketplace, gateway)
- Margem de lucro (o que sobra para reinvestir e gerar reserva)
Em formato simples:
Preço = (Custos fixos/hora + Custos variáveis + Pró-labore/hora) ÷ (1 − % impostos − % margem)
A divisão pelo "1 menos os percentuais" garante que impostos e margem entrem corretamente no preço final, em vez de serem somados no fim e comerem o lucro.
Exemplo prático
MEI de design gráfico, 160 horas produtivas por mês:
- Custos fixos: R$ 1.200 (R$ 7,50/hora)
- Pró-labore desejado: R$ 4.800 (R$ 30/hora)
- DAS + ferramentas: ~10% sobre faturamento
- Margem desejada: 20%
- Projeto leva 8 horas e tem custo variável de R$ 50
Aplicando: ((7,50 × 8) + 50 + (30 × 8)) ÷ (1 − 0,10 − 0,20) = R$ 350 ÷ 0,70 = R$ 500.
Cobrar menos que isso é trabalhar para pagar boleto, sem aumentar reserva ou investir no negócio.
Como o Despezzas ajuda
Para chegar nesses números, é preciso saber os custos fixos com precisão. No Despezzas, a categorização automática de despesas do CNPJ devolve seus custos fixos médios em três cliques. Você também acompanha pró-labore como transferência entre conta PJ e PF, ajustando o cálculo conforme o negócio cresce.
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