Financiamento imobiliário 2026: SAC ou Price? A escolha certa
Você foi ao banco simular o financiamento imobiliário e o gerente perguntou: SAC ou Price? Se respondeu "o que tiver a menor parcela", provavelmente vai pagar R$ 100 mil a mais ao longo do contrato. Em 2026, com a Selic em 14,75% e as taxas SBPE entre TR+9,5% e TR+12% ao ano, a escolha do sistema de amortização vira a decisão financeira mais cara da vida adulta.
Como funciona cada tabela
A tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) começa com parcela alta e vai diminuindo. A amortização do principal é fixa todo mês, e os juros caem porque o saldo devedor cai mais rápido. Em um financiamento de R$ 400 mil em 30 anos a 11% a.a., a primeira parcela sai por volta de R$ 4.700 e a última por volta de R$ 1.250.
A tabela Price tem parcelas fixas do começo ao fim. Parece confortável, mas nos primeiros anos você paga quase só juros — a amortização real do imóvel demora a engatar. O mesmo financiamento na Price ficaria em parcelas de cerca de R$ 3.800 do primeiro ao último mês.
O que pesa em 2026
Com juros altos, a diferença total entre os sistemas explode. No exemplo acima, a Price acumula cerca de R$ 970 mil em juros ao longo dos 30 anos, enquanto a SAC fica perto de R$ 660 mil. São mais de R$ 300 mil de diferença — o preço de outro imóvel.
- SAC pesa mais no orçamento inicial, então exige folga de caixa nos primeiros anos
- Price é melhor para quem tem renda apertada hoje, mas espera crescer
- Em ambos, amortizações com FGTS reduzem prazo ou parcela
- A TR voltou a aparecer nas parcelas, então simulações precisam considerar
Como o Despezzas ajuda
A parcela do financiamento é o maior boleto da vida da maioria das famílias. Cadastre a despesa recorrente no Despezzas, use a meta Entrada do imóvel para juntar até a assinatura e, depois da compra, acompanhe quanto da renda mensal está indo para a moradia. O ideal é não passar de 30%.
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