Comprar ou alugar imóvel em 2026? A conta com a Selic em 14,75%
Comprar ou alugar é a discussão que nunca acaba nos grupos de família. Em 2026, com a Selic em 14,75% encarecendo o financiamento e o aluguel ainda escalando com o IGP-M, a balança financeira pesa diferente do que pesava em 2021. A boa decisão passa por orçamento, horizonte de moradia e o que dá para fazer com o dinheiro da entrada.
A regra do 5% — versão Brasil 2026
A regra americana clássica diz: se o aluguel anual for menor que 5% do valor de venda, alugar é mais vantajoso. No Brasil, com IPTU, condomínio, manutenção e seguro, a régua sobe para 6% a 7%. Imóvel de R$ 600 mil precisa render mais de R$ 3.000 a R$ 3.500 de aluguel para comprar ser competitivo no curto prazo.
Mas o cálculo muda quando o aluguel reajusta acima da inflação e a parcela do financiamento fica fixa (Price) ou decrescente (SAC). Em 10 anos, quem comprou pode estar pagando metade do que está pagando aluguel.
Quando comprar faz sentido em 2026
A decisão de comprar fica óbvia em alguns perfis:
- Quem vai morar no mínimo 7 a 10 anos no mesmo imóvel
- Quem tem entrada de 20% a 30% e reserva de emergência intacta
- Quem se enquadra no MCMV ou consegue subsídio
- Quem mora em cidade onde o aluguel está acima do payback típico
Quem trabalha remoto, ainda está testando carreira ou cidade, ou quer mobilidade — alugar e investir a diferença pode rendimento mais retorno do que o imóvel valoriza, principalmente com Tesouro Selic pagando bem.
Como o Despezzas ajuda
Antes de decidir, compare os dois cenários no Despezzas: numa simulação, lance a parcela do financiamento + IPTU + condomínio + manutenção. Na outra, o aluguel + condomínio + investimento mensal da diferença. Ao longo de 12 meses, fica claro qual está sangrando o orçamento e qual está construindo patrimônio.
Crie sua conta gratuita e visualize os dois cenários lado a lado. Prefere pelo celular? Baixe para Android ou baixe para iPhone.